Filipa Leal distinguida com o Lifetime Achievement Award 2026 da Universidade de Westminste: a escritora, poeta e jornalista portuguesa recebe uma distinção da universidade londrina onde estudou Jornalismo. O prémio reconhece o contributo desenvolvido ao longo dos anos, numa carreira que cruza a literatura, a comunicação social e a escrita para cinema e televisão. A entrega acontece poucos dias antes da chegada às livrarias do seu novo livro de poesia, “Amor Chega em Breve num Volkswagen”.
Filipa Leal vai receber o Lifetime Achievement Award 2026 da Universidade de Westminster, em Londres, instituição onde concluiu a sua formação em Jornalismo. A distinção reconhece o percurso profissional da autora portuguesa, cuja atividade se tem desenvolvido entre a escrita literária, o jornalismo, a televisão e o argumento cinematográfico.
O anúncio surge numa altura particularmente significativa para a escritora, que se prepara para apresentar um novo livro de poesia. Amor Chega em Breve num Volkswagen, publicado pela Assírio & Alvim, chega às livrarias a 15 de outubro, poucos dias depois da cerimónia de entrega do prémio.
A atribuição do galardão integra os Alumni Awards 2026 da Universidade de Westminster, uma iniciativa que procura reconhecer antigos alunos pelo impacto do seu trabalho em diferentes áreas e contextos. Segundo a instituição, os prémios celebram as várias formas através das quais os seus diplomados contribuem para a sociedade, em diferentes partes do mundo.
A edição de 2026 contou com candidatos selecionados entre cerca de 400 antigos alunos. De acordo com a universidade, a escolha dos finalistas envolveu colegas de diferentes áreas da instituição, tendo sido selecionados quatro finalistas por categoria. A votação pública reuniu quase cinco mil participantes de vários países, que contribuíram para a eleição dos sete vencedores.
O Lifetime Achievement Award distingue antigos alunos pelas contribuições significativas e continuadas que desenvolveram ao longo dos anos, independentemente da fase da vida em que se encontrem. No caso de Filipa Leal, o reconhecimento está associado a um percurso que começou no jornalismo e que se consolidou também através da poesia, da escrita para cinema e televisão e da participação em projetos de divulgação literária.
Uma carreira entre o jornalismo e a poesia
Nascida no Porto, em 1979, Filipa Leal formou-se em Jornalismo, na área da imprensa, na Universidade de Westminster, em Londres, em 2000. Depois de concluir os estudos, iniciou a sua carreira como jornalista em Portugal, atividade que tem desenvolvido em paralelo com a escrita literária.
A poesia ocupa um lugar central no seu percurso. Desde 2003, publicou 17 livros, entre os quais A Cidade Líquida ou Vem à Quinta-Feira, que chegou à sexta edição, e Fósforos e Metal Sobre Imitação de Ser Humano, na terceira edição. Ambos foram finalistas do Prémio Correntes d’Escritas e semifinalistas do Prémio Oceanos, duas distinções relevantes no panorama literário de língua portuguesa.
A circulação internacional da sua obra é outro dos elementos do seu percurso. Os livros de Filipa Leal foram publicados em Espanha, no Brasil, na Colômbia, em França, na Polónia, no Luxemburgo e na Grécia. A autora tem também textos incluídos em diversas antologias, em Portugal e no estrangeiro.
A presença da sua poesia fora de Portugal tem assumido diferentes formas, desde a publicação em livro à participação em festivais, conferências e iniciativas que levam os poemas para espaços públicos e instituições culturais.
Em 2010, um dos seus poemas foi apresentado no Metro de Varsóvia, no âmbito da iniciativa «Poems on the Underground». Dois anos depois, representou Portugal no Festival de Poesia de Berlim, voltando à capital alemã em 2014 para participar na Conferência dos Escritores Europeus 2014 e na iniciativa Long Night of European Literature. Nesse contexto, realizou também uma leitura de poemas no Deutsches Theater.
Em 2016, Filipa Leal integrou, como poeta portuguesa, uma instalação sonora europeia apresentada na British Library, em Londres. O projeto incluiu o seu poema «Hoje, também os carros dançam». Mais recentemente, em 2023, o poema «Quanto tempo para o intervalo» foi apresentado na Polónia, no âmbito da iniciativa «Poems in the City».
Em 2025, voltou a representar Portugal em Berlim, desta vez na Casa da Poesia, com uma leitura de poemas assinalando o Dia Mundial da Língua Portuguesa. No mesmo ano, a participação portuguesa na Expo Osaka, no Japão, incluiu, no pavilhão nacional, uma exposição com dez poemas inéditos de Filipa Leal dedicados ao Douro, igualmente gravados na voz da autora.
Da literatura ao cinema e à televisão
O percurso de Filipa Leal não se limita à poesia e ao jornalismo. A autora frequentou o mestrado em Estudos Portugueses e Brasileiros na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e regressou à instituição, em 2013, para realizar uma formação em escrita de argumento.
Entre os seus trabalhos nesta área destaca-se o argumento do filme Jogo de Damas, realizado por Patrícia Sequeira e estreado no Leffest, em 2015. O guião foi distinguido com o prémio de Melhor Argumento nos festivais de cinema do Chipre e de Copenhaga.
Na televisão, Filipa Leal participou na escrita da série Mulheres Assim, exibida pela RTP1 em 2016. Ao longo de mais de 15 anos, colaborou também em programas televisivos dedicados à literatura, contribuindo para a divulgação dos livros e da criação literária junto do público.
Entre abril de 2025 e abril de 2026, foi responsável pela escrita e apresentação de A Pequena Biblioteca, programa transmitido pela RTP2. Este projeto juntou duas vertentes presentes no seu percurso: a criação através da palavra e a comunicação em torno da literatura.
A distinção da Universidade de Westminster reconhece, assim, uma carreira construída em diferentes áreas da escrita e da comunicação, com atividade em Portugal e presença em iniciativas culturais internacionais.
Um prémio recebido numa nova etapa literária
Para Filipa Leal, receber o Lifetime Achievement Award representa um reconhecimento particularmente importante do caminho profissional que escolheu seguir.
A autora considera uma «honra imensa» a atribuição do prémio e recorda as dificuldades associadas a uma vida profissional construída entre o trabalho como jornalista freelancer e a atividade de escritora e poeta. O reconhecimento da universidade onde estudou assume, nas suas palavras, um significado especial: «A vida que escolhi não foi das mais fáceis (ser jornalista freelancer, escritora, poetisa) mas este reconhecimento faz-me sentir que valeu a pena».
A distinção chega numa fase em que a autora continua a desenvolver a sua obra literária. Em 2024, publicou Adrenalina, livro que assinalou os seus 20 anos de poesia e que foi finalista do Prémio Livro do Ano Bertrand, na categoria de Melhor Livro de Poesia.
Agora, a publicação de Amor Chega em Breve num Volkswagen, com chancela da Assírio & Alvim, acrescenta um novo título à sua bibliografia. O livro tem chegada às livrarias marcada para 15 de outubro.
Entre os livros publicados, os argumentos escritos para cinema e televisão, a colaboração em programas de literatura e a participação em iniciativas culturais internacionais, Filipa Leal tem mantido uma atividade que atravessa diferentes formas de expressão escrita. O prémio atribuído pela Universidade de Westminster assinala esse percurso, num momento em que a autora se prepara para apresentar mais um livro.
Sobre a autora: Filipa Leal
Filipa Leal nasceu no Porto, em 1979, e é poeta, jornalista e argumentista. Desde 2003, publicou 17 livros, construindo um percurso literário que se estende para além de Portugal, com obras editadas em vários países e poemas apresentados em festivais, instituições culturais e projetos internacionais.
Entre os títulos da sua bibliografia encontram-se A Cidade Líquida ou Vem à Quinta-Feira, que alcançou a sexta edição, e Fósforos e Metal Sobre Imitação de Ser Humano, na terceira edição. Ambos foram finalistas do Prémio Correntes d’Escritas e semifinalistas do Prémio Oceanos. Em 2024, publicou Adrenalina, finalista do Prémio Livro do Ano Bertrand, na categoria de Melhor Livro de Poesia, que assinalou os seus 20 anos de poesia.
A sua obra está publicada em Espanha, no Brasil, na Colômbia, em França, na Polónia, no Luxemburgo e na Grécia, estando igualmente representada em várias antologias portuguesas e estrangeiras.
Formou-se em Jornalismo, na área da imprensa, pela Universidade de Westminster, em Londres, em 2000. É mestre em Estudos Portugueses e Brasileiros pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, instituição onde realizou, em 2013, uma formação em escrita de argumento.
Como argumentista, assinou o guião do filme Jogo de Damas, realizado por Patrícia Sequeira e estreado no Leffest, em 2015, distinguido com o prémio de Melhor Argumento nos festivais de cinema do Chipre e de Copenhaga. É também autora de trabalhos para televisão, entre os quais a série Mulheres Assim, exibida pela RTP1 em 2016.
Há mais de 15 anos que colabora em programas televisivos dedicados à literatura. Entre abril de 2025 e abril de 2026, escreveu e apresentou A Pequena Biblioteca, na RTP2.
A sua poesia tem sido divulgada em diferentes contextos internacionais. Em 2010, um dos seus poemas foi exposto no Metro de Varsóvia, na iniciativa «Poems on the Underground». Em 2012 e 2014, representou Portugal em Berlim, no Festival de Poesia de Berlim e na Conferência dos Escritores Europeus 2014/Long Night of European Literature, participando também numa leitura no Deutsches Theater.
Em 2016, integrou uma instalação sonora europeia na British Library, em Londres, com o poema «Hoje, também os carros dançam». Em 2023, o poema «Quanto tempo para o intervalo» foi apresentado na Polónia, na iniciativa «Poems in the City». Em 2025, participou numa leitura na Casa da Poesia de Berlim, por ocasião do Dia Mundial da Língua Portuguesa. Nesse mesmo ano, dez poemas inéditos seus sobre o Douro integraram uma exposição no Pavilhão de Portugal da Expo Osaka, no Japão, tendo sido igualmente gravados na sua voz.
Em 2026, Filipa Leal foi distinguida com o Lifetime Achievement Award da Universidade de Westminster, em Londres, onde estudou Jornalismo. O prémio reconhece as contribuições desenvolvidas ao longo da sua carreira.
O seu novo livro, Amor Chega em Breve num Volkswagen, publicado pela Assírio & Alvim, chega às livrarias a 15 de outubro de 2026.

