Projeto “52 Mulheres em 2025 – MEV, MulheresEmViagem.pt”. A história de uma mulher, por cada semana do ano. Durante o ano de 2025, o MulheresEmViagem.pt faz uma homenagem a Mulheres de todo o Mundo, de vários países, de várias áreas de formação, que se tornaram referências. Algumas já não estão entre nós, mas muitas outras ainda estão a transformar o nosso mundo, dia após dia, com o seu esforço e trabalho por um mundo mais igualitário! Por um mundo com mais referências femininas, sobretudo em áreas que nos estiveram vedadas durante séculos (milénios, por vezes…).
Uma pioneira em busca da igualdade
Olympe de Gouges, pseudónimo de Marie Gouze, foi uma figura incontornável da Revolução Francesa. Nascida em 1748, em Montauban, França, destacou-se como dramaturga, ativista política, feminista e abolicionista, deixando um legado indelével na luta pelos direitos das mulheres e pela igualdade social.
Os primeiros passos para a mudança
A vida de Olympe de Gouges foi marcada por uma busca incansável pela justiça e pela igualdade. Através das suas peças de teatro e panfletos, abordou temas como o divórcio, os direitos das crianças, o desemprego e a segurança social, demonstrando uma visão progressista e humanista para a época.
No auge da Revolução Francesa, em 1791, Olympe de Gouges publicou a obra que a tornaria imortal: a “Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã”. Inspirada na “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”, este documento – que se tornou histórico – reivindicava a igualdade entre homens e mulheres, desafiando as convenções sociais e as leis que negavam os direitos básicos às mulheres.
Uma voz ousada em tempos de revolução
A “Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã” de Olympe de Gouges foi um marco na história do Feminismo. Nela, a autora defendia o direito das mulheres ao voto, à educação, à propriedade e à participação política. Além disso, condenava a violência contra as mulheres e a discriminação de género.
Olympe de Gouges não se limitou a defender os direitos das mulheres. Ela também foi uma forte opositora da escravatura, defendendo os direitos dos negros e denunciando as injustiças do sistema colonial. A sua visão abrangente da Igualdade, colocou-a à frente de seu tempo.
O preço da coragem
A ousadia de Olympe de Gouges em desafiar as normas sociais e políticas da época teve um preço alto. Os seus escritos e posicionamentos políticos, puseram-na em rota de colisão com os poderosos da Revolução, especialmente durante o período do Terror.
Em 1793, Olympe de Gouges foi presa e condenada à morte na guilhotina, acusada de ser contra-revolucionária e de defender a causa monarquista. A sua execução foi um duro golpe para o movimento feminista e para todos aqueles que lutavam por uma sociedade mais justa e igualitária.
Um legado que perdura
Apesar de morte prematura, o legado de Olympe de Gouges continua vivo e inspirador. Seus escritos e ideias continuam a ser estudados e debatidos por pesquisadores e ativistas de todo o Mundo. Mais informações Library of Congress.
