Documentário: história de duas mulheres que lutam contra o cancro do ovário, em Portugal

Cancro da Mama - Foto padrinan © Pixabay

E se, de um momento para o outro, a sua vida desse uma volta de 180 graus? ‘Viver com Cancro do Ovário em Portugal: Duas Histórias na Primeira Pessoa’ é o nome do documentário que foi lançado (em outubro 2023) e que dá voz a duas mulheres cuja vida mudou de forma drástica ao serem diagnosticadas com cancro do ovário, uma doença que, apesar de rara, pode ter consequências devastadoras. Acessível a todos, o objetivo do documentário passa por dar visibilidade aos desafios que as mulheres portuguesas com cancro do ovário enfrentam.

O documentário, gravado em março de 2023, conta com o testemunho na primeira pessoa de Rosa e Maria Carolina, duas mulheres diagnosticadas com a mesma doença, mas com histórias distintas. Resulta da parceria entre a GSK e as associações de doentes EVITA (Cancro Hereditário) e a MOG (Movimento Cancro do Ovário e outros Cancros Ginecológicos).

Neuza Teixeira, Diretora Médica da GSK explica que “A GSK juntou-se, nesta iniciativa, às associações EVITA e MOG com o objetivo de mostrar como é a jornada das doentes com cancro do ovário em Portugal e como ela pode impactar a doente e quem a rodeia. Para a GSK é muito claro que o nosso objetivo passa por dar mais tempo e com mais qualidade de vida às doentes, e é para isso que trabalhamos todos os dias. Mas também é necessário que cada mulher esteja muito atenta à sua saúde e procure a ajuda do seu médico sempre que notar que algo não está bem”.

Tamara Milagre, presidente da EVITA, realça que “Não é só a componente da predisposição genética, à qual a EVITA se dedica, que torna o cancro num assunto familiar, mas sim a forma como impacta a vida de cada membro da família: a doente também é mãe, parceira, filha ou irmã.

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É isso que este documentário nos mostra: histórias reais, semelhantes a outras com as quais a nossa associação contacta diariamente. E é esse contacto diário que nos faz continuar a lutar pelo acesso equitativo a tratamentos e cuidados de saúde do cancro do ovário em Portugal que neste momento, infelizmente, ainda não é uma realidade”.

A mesma ideia é sublinhada por Cláudia Fraga, presidente da MOG, que pede “mais justiça e equidade na forma como o cancro do ovário é tratado no nosso país. Em maio, entregámos uma petição com mais de 15 mil assinaturas na Assembleia da República e continuaremos a lutar para que cada mulher diagnosticada com cancro do ovário em Portugal tenha acesso ao tratamento de que necessita. Enquanto associação, isto é para nós uma absoluta prioridade”.

O cancro do ovário é o oitavo tipo de cancro mais comum entre as mulheres, com cerca de 314 mil novos casos por ano em todo o mundo e é o cancro ginecológico com maior letalidade, sendo a quinta causa de morte por doença oncológica nas mulheres na Europa. O cancro do ovário causa sintomas semelhantes a outras doenças mais comuns e menos graves. Isto faz com que seja bastante difícil um diagnóstico precoce. De facto, mais de 2/3 das mulheres com cancro do ovário são diagnosticadas num estadio avançado, e destas, 85% irão ter uma recidiva.